MEMBRO DA SOCIEDADE BRASIDEIRA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA - SBOT

MEMBRO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA - SBOT
STAFF DO INSTITUTO NACIONAL DE TRAUMATOLOGIA E ORTOPEDIA - INTO
STAFF DO HOSPITAL CENTRAL DO CORPO DE BOMBEIROS DO RIO DE JANEIRO - HCAP

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ATIVIDADE FÍSICA E ARTROSE

Muitos são os fatores, que predispõe a doença degenerativa dos membros inferiores, principalmente as do joelho.
O fator de risco mais importante para a artrose do joelho é a idade avançada, porém fatores como obesidade, deformidades dos membros inferiores, fraturas do joelho, lesões meniscais e ligamentares favorecem o aparecimento precoce da artrose.
E a atividade física? Previne ou provoca a artrose ?
As atividades físicas de baixo impacto, como a hidroginástica, pilates e alongamentos, previnem as lesões articulares, além de melhorar o quadro inflamatório nos pacientes com  artrose, e assim melhoram a dor no joelho

As atividades de alto impacto como a corrida, futebol e lutas, podem causar lesões cartilaginosas, e assim causar ou precipitar a artrose.

Um trabalho recente apresentado pelo Dr Christoph Stehling,  analisou a ressonância nuclear magnética ( RNM ) de pacientes entre 45 e 55 anos divididos em três grupos baseados na atividade física se de baixo, médio ou alto impacto. Os pacientes com atividades de alto impacto apresentaram maiores alterações na RNM  . O grupo com atividade de alto impacto apresentaram maior incidência de lesões cartilaginosas, edema medular e lesões meniscais, porém nenhum dos pacientes avaliados apresentava dor no joelho.

O idoso não é proibido de fazer atividade física de alto impacto, inclusive muitos são os idosos, que participam de provas de corrida de rua. Porém o acompanhamento em conjunto do médico assistente e do professor de educação física é muito importante na elaboração do treinamento físico ideal. 




terça-feira, 25 de setembro de 2012

BIOMECÂNICA DOS QUADRIS






MATÉRIA SOBRE EXERCÍCIOS PARA LUTADORES DE JIU JITSU
 FORTALECEREM SEUS QUADRIS NA REVISTA GRACIEMAG



terça-feira, 11 de setembro de 2012

SNAPPING DO QUADRIL




:

Definição

O ressalto "snapping" do quadril é uma patologia geralmente indolor , embora a sensação de estalo possa ser extremamente desagradável . Ao andar, se levantar de uma cadeira, ou balançar as pernas, pode-se sentir ou ouvir uma sensação de "encaixe" ou estalo no quadril . Atletas e dançarinos muitas vezes podem apresentar este sintoma.

Causas

Eventualmente, isso pode levar a bursite do quadril. Bursite é a inflamação e espessamento da bursa, um saco cheio de líquido que permite a movimentação do músculo suavemente sobre o osso.
Outro tendão que poderia causar este impacto no quadril é o do músculo íleo psoas, este ocorrendo na face interna do quadril. Este ocorre com a flexão do quadril, onde o tendão se desloca através da cabeça do fêmur. Este movimento de vai-e-vem pode provocar a ruptura do tendão.

Diagnóstico

Basicamente clínico, quando sente-se o estalo no quadril com a movimentação do mesmo.
A dor não é queixa comum, porém pode ser descrita, como consequencia de uma bursite trocanteriana por este atrito.
Raios-X não evidenciam esta alteração, apenas excluem patologias ósseas e articulares com a artrose de quadril ou corpos livres intra articulares

Tratamento

Se o "snapping" for indolor, não é necessário tratamento.
Se o estalo incomodar o paciente, mas não muito sintomático, algumas opções de tratamento conservador são:
1. Reduzir os seus níveis de atividade e aplicar gelo.
2. Usar antiinflamatórios para reduzir o desconforto.
3. Modificar atividades esportivas ou exercício para evitar movimentos repetitivos do quadril.
4. Exercícios de alongamento prescritos pelo seu médico ou um fisioterapeuta pode ajudar a reduzir o desconforto.
5. Se houver bursite crônica do quadril associada, pode ser necessário infiltração de corticosteróides para reduzir a inflamação.

Nos raros casos em que o ressalto do quadril não respondem ao tratamento conservador, a cirurgia pode ser recomendada. O tipo de cirurgia dependerá da causa do snapping; podendo ser indicada a artroscopia do quadril.

TENDINITE PATELAR "JOELHO DO SALTADOR"


     

Definição     

·        A tendinite do tendão patelar geralmente ocorre na junção osteotendínea no pólo inferior da patela. É causada  por tração repetida ou sobrecarga durante prática esportiva. Microtraumas repetidos por longos períodos geram uma degeneração focal das fibrilas de colágeno do mesmo.
·       
            Exame físico

Sensibilidade no pólo inferior da patela e com freqüência são diagnosticados anormalidades associadas no alinhamento patelar, condromalácea, doença de Osgood Schlatter, ou alinhamento mecânico vicioso da perna
Comumente a sensibilidade dolorosa é pior com a extensão do que com a flexão do joelho

 RX – pode revelar radioltranspaência no local envolvido desde o início do processo. 
 Em casos prolongados, o pólo envolvido pode ser alongado
 Sinal do dente – reação periosteal na superfície patelar anterior e calcificação do tendão 
  Casos prolongados – fratura por esforço ou lesão mecanismo extensor

RNM - a ressonância nuclear magnética é o exame padrão ouro, para evidenciar as inflamações no tendão patelar

Classificação de BLAZINA para o joelho do saltador

1–DOR APENAS DEPOIS DA ATIVIDADE

2–DOR DURANTE E DEPOIS DA ATIVIDADE, MAS SEM COMPROMETIMENTO FUNCIONAL SIGNIFICATIVO

3–DOR DURANTE E DEPOIS DA ATIVIDADE,COM DIFICULDADE PROGRESSIVA DE OBTER DESEMPENHO SATISFATÓRIO

4–ESTÁGIO TERMINAL–FRATURA POR ESFORÇO DA PATELA OU LESÃO MECANISMO EXTENSOR

·       TRATAMENTO
·          
      Estágio 1
Aquecimento adequado                                 
Gelo depois da atividade e AINES por várias semanas
Fisioterapia – exercícios isométricos quadríceps e alongamento quadríceps e flexores joelho
órtese patelar
·        
            Estágio 2
Igual ao primeiro
Aplicar calor antes da atividade
Período de repouso
·           
      Estágio 3
Igual ao 2º + período prolongado de repouso
Tratamento conservador ineficaz – abandono esporte ou cirurgia
·      
      Estágio 4
Reparo primário do tendão 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

CORRER DE TÊNIS OU DESCALÇO ( BARE RUNNING )

Matéria que escrevi para revista Gracie Mag, sobre técnicas de corrida.
Tipos de terrenos, calçados ou até mesmo correr descalço



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

TENDINITE E RUPTURA DO TENDÃO DE AQUILES

Picture of the metatarsal (foot) and calcaneus (heel) bones, the plantar fascia ligament, and the Achilles tendon of the lower leg and footO tendão de Aquiles ou tendão calcâneo, está localizado na parte de trás do tornozelo e conecta os músculos gastrocnêmios e solear ao osso do calcanhar (calcâneo). Este tendão é o maior corpo humano. Quando estes músculos se contraem, o tendão de Aquiles é juntamente contraído, puxando o calcanhar e com isso faz a flexão plantar ( ficar ponta dos pés ). 
Seu bom funcionamento é indispensável para atividades como caminhar, correr, e saltar. 
A doença do tendão apresenta vários estágios, iniciando com uma clássica tendinite, e se não tratado corretamente evolui para tendinose e até mesmo para a ruptura.
A ruptura do tendão de aquiles geralmente não ocorre em tendões sadios, ocorrendo geralmente em tendões com processos inflamatórios prévios.


  Os mecanismos mais comuns de ruptura do tendão de aquiles são:


·              1 – Impulsão com a parte anterior do pé o

  2 – Dorsiflexão do tornozelo súbita e inesperada

  3 – Dorsiflexão violenta do pé em flexão plantar

  4 – Golpe direto ao tendão contraído ou decorrente de uma laceração.

A ruptura do tendão ocorre geralmente na sua região menos vascularizada, localizada 2 a 6 cm proximalmente a sua inserção no osso do calcanhar. 

O  Envelhecimento predispõe a lesão do tendão de aquiles pois diminui o seu suprimento sanguíneo além de alterar as interligações do colágeno com maior enrijecimento do tendão e perda se sua visco elasticidade.
·   
            Microtraumatismos repetidos impossibilitam o processo reparativo eficaz do tendão e assim também predispõe ruptura do tendão
·     
·        ÁREA HIPOVASCULAR + MICROTRAUMAS REPETIDOS 
   PROCESSO INFLAMATORIO REPARADOR INEFICAZ + SOBRECARGA MECANICA COMPLETAM A RUPTURA

·           DIAGNÓSTICO
·      
      Espaço palpável no tendão e impossibilidade de ficar na ponta dos pés são os   principais sinais. O diagnóstico definitivo é clínico, não sendo necessários exames de imagem.
·       
·          TRATAMENTO
·       
       O Tratamento da ruptura do tendão de aquiles é cirúrgico, sendo o tratamento conservador com gesso, 
a    penas em pacientes que não podem fazer a cirurgia por problemas clínicos. Nas rupturas tratadas 
d   depois de uma semana há incidência mais elevada de novas rupturas e de menor força de 
     flexão plantar. O pós operatório exige cuidados, pois é uma região mal vascularizada, o que dificulta a cicatrização da pele e do tendão suturado.  Pacientes fumantes e diabéticos, que apresentam uma pior circulação periférica apresentam maior risco de problemas de catrização. Após a cirurgia, o paciente deve ficar com gesso por 4 a 6 semanas, para proteger a sutura no tendão

·         ROTURAS NEGLICENCIADAS
·          Uma semana após a lesão , qualquer espaço entre as extremidades do tendão fica ocupada com tecido   cicatricial
·         Se não houver tratamento – cicatrização do tendão em posição alongada, impossibilitando-o a impulsionar o pé no lado afetado
·     Ruptura com mais de 3 meses de duração o tratamento vai depender da idade fisiológica, nível atividade e grau de comprometimento funcional do doente
·       

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

SÍNDROME TROCANTÉRICA


O sintoma clássico é a dor na região do trocânter maior do quadril.
A dor pode irradiar para baixo no aspecto lateral da coxa ipsilateral, no entanto, este não deverá irradiar todo o caminho para o pé. O início do quadro pode ser tanto insidioso ou agudo.
Os sintomas são agravados quando o paciente traumatiza a região afetada (como por exemplo, deitado de lado sobre a região).
A dor, ocasionalmente pode despertar o paciente durante a noite.
Movimentos de rotação interna e externa do quadril ,caminhar, correr, e outras atividades podem piorar os sintomas. Muitas vezes a dor limita a força e faz com que o paciente refira fraqueza no membro inferior acometido. Os sintomas  muitas vezes são relacionados ao aumento da atividade ou exercício.

Muitas patologias podem ocasionar a dor na região trocantérica. Alguns diagnósticos diferencias são: Bursite trocanteriana, tendinite glúteo médio e mínimo, lesões de fibra musculares destes tendões, lesões tumorais primárias do osso ou metástases ósseas entre outras.

TRATAMENTO
O tratamento inicial baseia-se no repouso relativo, incluindo restrição de atividades como subir escadas. Pressão direta sobre o local afetado também deve ser evitada.

Uso de medicamentos como AINEs e corticóides podem ser usados.
A infiltração local deve ser evitada, porém pode ser usada em casos refratários.

A fisioterapia é parte importante no tratamento sendo fundamental o alongamento e fortalecimento da musculatura glútea, além de terapias anti inflamatórias como Tens e crioterapia ( gelo )
Atletas com síndrome trocamtérica devem parar de realizar sua atividade esportiva, só sendo liberado o retorno quando: houver melhora do quadro clínico, ou pelo menos melhora da dor a palpação local ou da claudicação.

Geralmente, nenhuma intervenção cirúrgica é necessária para casos de bursite trocantérica, porque a maioria dos pacientes respondem bem ao tratamento conservador. No entanto, a cirurgia pode ser indicada se os sintomas forem refratários ao tratamento conservador.

A cirurgia baseia-se na ressecção longitudinal de parte do trato ílio tibial junto com a retirada da bursa inflamada. Esta pode ser realizada por via aberta ou artroscópica.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

DIETA E METABOLISMO ÓSSEO


A dieta balanceada é um importante fator para o bom funcionamento do metabolismo ósseo, prevenindo assim a perda de massa óssea e assim a osteoporose .

A adequada ingestão de cálcio na infância e adolescência  gera um ganho importante de massa óssea, que é fundamental para se obter um pico de massa óssea na fase adulto jovem  e evitar a ocorrência de osteoporose pós menopausica ou senil. 

A perda da massa óssea ocorre mais precocemente nas mulheres que em homens, devido a menopausa e suas alterações hormonais. Por isto a importância de mulheres obterem um bom pico de massa óssea até os 40 anos.

Não podemos descartar os fatores genéticos, usos de medicamentos como corticóides entre outros, na ocorrência da osteoporose, porém uma boa dieta é fundamental para sua prevenção.

A absorção do cálcio proveniente de latícinos e vegetais verdes escuros são mais eficientes, que a do cálcio em suplementos e comprimidos. Porém a suplementação pode trazer benefícios em casos como pacientes, que não podem ingerir leites e derivados, ou quando a deficiênica é acentuada.

A ingestão de proteínas, laticínios e também algumas vitaminas  são fundamentais para o bom funcionamento do metabolismo ósseo. Suplementos alimentares contendo principalmente cálcio e vitaminas D, além de outras vitaminas como A, C, E, K e minerais como fósforo, flúor, ferro, cobre, zinco e boro são necessários para o metabolismo do osso normal

A baixa ingestão de proteínas está associada a uma maior risco de osteopenia e osteoporose. Isto é evidenciado em muitos vegetarianos que ao evitar a ingestão de carne não conseguem uma ingestão adequada de proteína vegetais. 

Outros suplementos que estão na moda são os ácidos graxos e o omega 3, encontrados principalmente em castanhas, atum e salmão. Estes atuam evitando a formação de radicais livres, diminuindo assim o número de citocinas pró inflamatórias que causam a perda da massa óssea.

Apesar de vários alimentos e vitaminas serem fundamentais para o bom funcionamento do metabolismo ósseo não podemos esquecer alguns vilões que devem ser evitados em excesso como: álcool, cafeína, fibras, acido fítico e ácido oxálico. 

terça-feira, 17 de julho de 2012

sábado, 14 de julho de 2012

OSTEOPOROSE TRANSITÓRIA DO QUADRIL



A osteoporose é geralmente uma doença progressiva e indolor.
Porém existe um tipo, que é reversível e indolor, chamada de osteoporose transitória do quadril. 
Geralmente esta patologia é mais evidente na articulação do quadril.
Não há estudos confirmando as causas reais da ocorrência desta patologia

Os principais grupos acometidos são:

1 - As mulheres nos estágios finais da gravidez (após o sexto mês) - sendo este o grupo mais afetado
2 - Homens de meia idade (entre 40 e 70 anos

SINTOMAS:

DOR de início súbito, normalmente na parte anterior da coxa, quadril, nas nádegas ou nas virilhas.
Limitação do arco de  movimento, dor intensifica-se com movimentos rotacionais
A dor intensifica-se com sustentação de peso e pode diminuir com o repouso.
Dor aumenta gradualmente ao longo de semanas ou meses e podendo até tornar-se incapacitante
A mudança da marcha é comum, pois o paciente manca para proteger a articulação

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de osteoporose transitória do quadril geralmente é de exclusão. Ou seja, após descartadas algumas patologias como  por exemplo uma lesão muscular ou uma ratura por estresse
O exame radiográfico pode mostrar a perda óssea apenas em graus avançados da doença, não possibilitando assim o diagnóstico precoce.
A Ressonância Nuclear Magnética e a cintilografia óssea confirmam o diagnóstico mais precocemente que os exames radiográficos
Por ser uma patologia, que acomete mulheres grávidas, o diagnóstico pode ser feito após o parto, pois evita realizar exames de imagem na gestante 
Esta condição geralmente resolve por si só ao longo de 6 a 12 meses. O tratamento visa evitar qualquer tipo de dano enquanto ossos estão enfraquecidos pela osteoporose. Se você está grávida, essa condição aumenta o risco de fratura de quadril.

TRATAMENTO

O tratamento é conservador, podendo ser usado inicialmente analgésicos quando a dor estiver acentuada.
O uso de muletas ou de outros aparelhos de suporte, ajudam a aliviar a sustentação de peso sobre a articulação e assim aliviam o processo álgico.
Um objetivo fundamental é manter a força e flexibilidade dos músculos. Exercícios aquáticos são os mais indicados, pois são exercícios com pouco impacto articular.
A prática do exercício bem orientado, pode ajudar também a diminuir o processo doloroso

terça-feira, 19 de junho de 2012

FRATURA POR ESTRESSE

DEFINIÇÃO:

Fratura por estresse - pequenas lesões ósseas causadas pela aplicação repetitiva de forças, como correr longas distâncias, e não por traumas de alta energia. 
Ocorrem principalmente em atletas e recrutas militares.
Alguns casos, quando não tratados corretamente, podem acabar levando a fratura completa do osso acometido.
As fraturas por estresse são mais comuns nos ossos que suportam carga, como a tíbia, os ossos do pé e colo do fêmur. Atletas de pista e campo são mais suscetíveis a fraturas por estresse, mas qualquer um pode sofrer uma fratura por estresse.
 Iniciantes na prática de exercícios tem um risco maior, se começam as atividades intensamente sem  uma preparação prévia. 

CLÍNICA:

Os sintomas de uma fratura por estresse incluem: 
Edema e dor em um ponto específico. Estas pioram com a atividade e melhoram com o repouso.
A dor tem início mais precoce com com a seqüência do treinamento, e com a evolução da doença ,  passa persistir até em repouso. 

CAUSAS E FATORES DE RISCO

São causadas pela aplicação repetitiva de uma maior quantidade de força, que os ossos  normalmente suportam. Esta força gera um desequilíbrio entre a reabsorção e o crescimento ósseo, fenômeno chamado de "turner over", que ocorre em todo momento no tecido ósseo. 
Quando ossos são submetidos a sobrecarga, sem tempo suficiente para recuperação, a reabsorção das células ósseas ocorre mais rapidamente do que sua formação. Como resultado, ocorre o estresse ao tecido ósseo, podendo evoluir até a fratura por estresse.
Alguns fatores podem propiciar mais esta reação de estresse ósseo
1 - Esportes de alto impacto como corridas, tênis,ginástica olímpica, basquete entre outros
2 - Aumento abrupto da atividade . Ocorre comumente  em pessoas, que de repente deixam de ser sedentárias e adotam treinos intensos de atividade física sem preparo prévio.
3 - Sexo feminino, principalmente em casos de anorexia, síndrome da mulher atleta e transtornos menstruais.
4 - Transtornos metabólicos, endócrinos e farmacológicos, que cursam com osteoporose, enfraquecendo o tecido ósseo
5 - Uso de calçados e materiais esportivos inadequados

DIAGNÓSTICO:
O principal fator para o diagnóstico é a história e o exame físico. 
Outros exames são usados só para confirmar o diagnóstico como radiografias ( muitas vezes não evidenciam alterações ), cintilografia óssea e ressonância nuclear magnético ( exame padrão ouro ) 

TRATAMENTO

O processo de consolidação e cura do processo é lenta, podendo levar vários meses.
Durante este período é indicado retirar carga do membro inferior afetado, ficando assim de repouso.
O uso do gelo para melhora da dor e edema está indicado, podendo ser feito 15 minutos várias vezes ao dia. Não é necessário parar todas as atividades, principalmente atletas, porém o melhor é manter o condicionamento físico com atividades aquáticas sem impacto.
Uso de anti inflamatórios e analgésicos podem ser usados na fase inicial da doença para alívio da dor.
Casos mais graves e sintomáticos, que não respondem as medidas iniciais, podem ser imobilizados.
O tratamento cirúrgico é raro, porém as vezes pode ser necessário, principalmente em ossos com vascularização deficiente, dificultando a consolidação óssea, ou em qualquer caso, que a consolidação óssea não ocorra. 








FRATURA DO COLO DO FÊMUR


A fratura do colo do fêmur pode acometer jovens ou idosos, porém apesar de ser a mesma fratura, o mecanismo de trauma e a forma de tratamento é totalmente diferente.
Nos jovens a fratura ocorre em traumas de alta energia, principalmente acidentes automobilísticos.
Já nos idosos a fratura do colo do fêmur, ocorre em traumas de baixa energia, sendo fraturas patológicas por OSTEOPOROSE.
A fratura do fêmur nos idosos ocorrem na sua região proximal - colo do fêmur e região intertrocanteriana. A fratura do colo do Fêmur ocorrem principalmente em mulheres pós menopausa ( 65 - 75 anos ). Já a fratura transtrocanteriana ocorre em pacientes ainda mais idosos ( 70-80 anos ) sem predileção por sexo masculino ou feminino.


A fratura do colo do fêmur apresenta nos estudos uma grande morbidade e mortalidade.
50% dos pacientes morrem em até 2 anos após o trauma. E dos outros 50%, a grande maioria, terá uma maior dificuldade de andar e de realizar suas atividades diárias como ir ao mercado, banco e etc...
Logo, mesmo com a evolução das técnicas cirúrgicas e dos materiais utilizados, a melhor forma de tratamento é a prevenção da fratura em idosos.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO DA FRATURA DO FÊMUR PROXIMAL EM IDOSOS:

1 - Prevenção e tratamento da osteoporose - quanto maior a densida óssea do idoso, menor será a chance da ocorrência das fratura patológicas

2 - Realização atividade física - quanto mais ativo o idoso, maior será sua massa óssea e muscular, melhor será seu equilíbrio e assim menor chance de quedas

3 - Tratamento de doenças que alteram o equilíbrio - vertigens, doenças neurológicas, hérnia de disco cervical entre outras

4 - Medidas de segurança domiciliares - o local mais comum , onde ocorre a fratura nos idosos, é no ambiente domiciliar. Logo adaptar a residência ao idoso é fundamental ( projeto casa segura )

TRATAMENTO

No caso de ocorrer a fratura, o tratamento sempre será CIRÚRGICO, sendo considerada uma URGÊNCIA ORTOPÉDICA.
Quanto mais precoce for operado o idoso, menos tempo ficará internado e acamado, tendo uma recuperação muito mais rápida e menor chance de complicações como trombose, embolia pulmonar, pneumonia, infecções urinárias e etc
Nas fraturas do colo do fêmur sem desvios, pode ser realizado a fixação da fratura com parafusos canulados . Já nas fraturas desviadas, está indicada a artroplastia do quadril ( prótese do quadril ).







Nas fraturas intertrocanterianas podem ser utilizadas  as placa DHS ou as hastes intra medulares na fixação da fratura. Cada uma com suas indicações principais
Importante lembrar, que idosos com fratura do fêmur proximal, deve realizar a profilaxia contra a trombose venosa profunda e embolismo pulmonar, com fisioterapia respiratória e mecânicas e com o uso de anticoagulantes.

sábado, 16 de junho de 2012

SÍNDROME DO PIRIFORME

DEFINIÇÃO:

A síndrome do piriforme, chamada por muitos como a "síndrome do bumbum sarado", caracteriza-se pela compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme na sua saída da pelve para a região glútea.
O músculo piriforme tem como principal função a rotação externa da coxa, sendo auxiliado por outros músculos nesta função, os chamados rotadores externos do quadril, que estão em íntimo contato com o nervo ciático.
Devido à esta relação de proximidade do nervo ciático com o músculo piriforme, qualquer processo que leve a um aumento deste músculo pode causar compressão do nervo ciático levando a neurite             ( inflamação do nervo gerando a dor ).
 Algumas destas causas são a hipertrofia muscular devido a trabalho intenso da musculatura glútea principalmente em mulheres, inflamação ou hematoma pós trauma na região, alterações anatômicas locais, uso de próteses de silicone colocadas sob os glúteos entre outras.

HISTÓRIA E CLÍNICA:

História de dor em queimação irradiando pela face posterior do glúteo e coxa, que confunde muito com a compressão do nervo ciático por hérnia discal.
Início da dor em mulheres, que obtiveram grande aumento de massa muscular glútea em curto espaço de tempo com a musculação, principalmente se associado com uso de hormônios esteróides.
Alguns achados clínicos podem ser valorizados para o diagnóstico desta síndrome.
Comum em pessoas, principalmente em mulheres, que trabalham muito tempo sentadas e sentem a dor principalmente quando se levantam.
Queixa comum é a dor na palpação do nervo ciático na região glútea.
Atrofia isolada do glúteo máximo pode ser encontrada, porém é achado pouco comum.
Alguns testes específicos são realizados como o teste de Freiberg ( dor com rotação interna forçada com coxa extendida ) e o teste de Pace ( dor quando feita a abdução e rotação externa da coxa contra a resistência) sendo este o teste mais específico para a patologia.
APÓS EXAME FÍSICO CARACTERÍSTICO,  solicitamos exames complementares apenas para confirmar o diagnóstico. Entre eles o mais utilizado é a ressonância nuclear magnética

TRATAMENTO

O tratamento é conservador, sendo raríssimas as indicações de tratamento cirúrgico, que consiste na ressecção do músculo pirirforme para liberação do nervo ciático.
O tratamento fisioterápico é fundamental, com o objetivo da melhora do processo inflamatório local e melhorar o alongamento dos rotadores externos e da musculatura glútea. Alguns exercícios são mostrados na figura abaixo.
Pode ser associado anti inflamatórios e analgésicos no tratamento.


Apesar da síndrome ser mais comum em mulheres, que fazem muita atividade para hipertrofia da musculatura glútea, esta prática não deve ser condenada, pois o acontecimento da síndrome é pouco comum.


PRÓTESE DE QUADRIL

DEFINIÇÃO

Artroplastia total do quadril, consiste na substituição de um quadril com grande limitação funcional e doloroso por uma prótese metálica ou de outros materiais como a cerâmica por exemplo.
A principal indicação desta cirurgia é a DOR refratária a outros tratamentos conservadores e não achados radiográficos de degeneração articular.
A causa mais comum da indicação da artroplastia total do quadril é a artrose, porém outras como osteonecrose do quadril e sequelas de doença do quadril da criança também devem ser mencionadas.
Esta cirurgia é de grande porte,  logo apresenta riscos como infecção, luxação ( saída da prótese de seu local ), hemorragia, trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar, fratura do fêmur , entre outros. Por este motivo o estudo detalhado da patologia e a indicação correta são fundamentais.
Quando bem indicada e sem complicações os resultados são excelentes, propiciando uma grande melhora da qualidade de vida do paciente.
O pós operatório acarreta uma redução excessiva da dor na maioria dos pacientes ( 95-98%), melhora do arco de movimento do quadril e maior capacidade de realizar todas suas atividades diárias.

PRÓTESE CIMENTADA DO QUADRIL

Esta técnica consiste na fixação da prótese de quadril com cimento ósseo constituído por polimetilmetacrilato ( PMMA ). Este cimento atua interpondo-se entre o osso e a prótese, a fixando sobre pressão. O manto de cimento entre o osso e a prótese deve ter a espessura entra 1,5 - 3,0 mm, para garantir uma boa resistência evitando que a prótese solte do osso.
Utilizamos esta técnica principalmente em pacientes mais idosos, que não possuem uma boa qualidade óssea. Nestes casos não será possível o crescimento ósseo necessário para a fixação da prótese sem o cimento.
Nesta técnica é FUNDAMENTAL a colocação correta do cimento.
Deve ser feito sobre pressão e ocupar toda interface óssea que receberá a prótese de forma homogênea.
Se não for feita uma cimentação adequada, esta terá uma durabilidade menor, soltando a prótese mais precocemente, sendo necessário uma revisão ( troca da prótese ) em um curto espaço de tempo.



PRÓTESE NÃO CIMENTADA

Utiliza-se esta técnica em pacientes com boa estrutura óssea, que permita o crescimento ósseo em direção a prótese a fixando de forma biológica sem a necessidade de cimento.
Na maioria das vezes o material usado na fabricação destas próteses é o titânio.
O titânio possui uma estrutura trabeculada, que permite a penetração do tecido ósseo para seu interior, fixando de forma estável a prótese no osso.
Para uma boa fixação, esta prótese deve ser introduzida sob forte pressão inicial, para entrar bem justa ao osso. Este tipo de fixação é chamada de PRESS-FIT.



PRÓTESE HÍBRIDA

A artroplastia total do quadril apresenta dois componentes: o acetabular e o femoral.
Quando um dos componentes é colocado de forma cimentada e o outro de forma não cimentada, esta técnica é denominada artroplastia total do quadril híbrida.
A forma híbrida mais comum é o componente acetabular ser não cimentado e o componente femoral ser cimentado.
Com a evolução das técnicas e da tecnologia dos materiais, a fixação do componente acetabular, na maioria das vezes, deve ser feita de forma não cimentada.



domingo, 10 de junho de 2012

BENGALA E ARTROSE NO JOELHO

Estudo realizado na UNIFESP e publicado na revista Annals of the Rheumatic Diseases ( http://ard.bmj.com/content/71/2/172.full?sid=b8efe0d0-0b72-42b7-bcf4-0a6752701bbb ) mostrou resultados favoráveis na melhora da dor e na diminuição do uso de anti inflamatórios nos pacientes com artrose no joelho.
Porém esta informação deve ser bem interpretada e não ser considerado um "milagre" no tratamento da artrose do joelho.
O uso da  bengala não trata a causa da doença, apenas melhora a dor.
Como toda patologia, principalmente as degenerativas e evolutivas, o tratamento da sua causa é fundamental, e não apenas dos seus sintomas.
A bengala não melhora a evolução da doença, apenas pode aliviar a dor.
Algumas medidas podem retardar a evolução da doença. A prática de exercícios como hidroginástica e pilates, aumentam a massa muscular, melhoram a flexibilidade, ajudam a perder peso e evitam a redução do arco de movimento da articulação.
O objetivo aqui é mostrar, que o uso da bengala pode auxiliar o tratamento da artrose no joelho, mas está longe de ser o ponto principal do tratamento.



sábado, 9 de junho de 2012

OSTEONECROSE DO QUADRIL


DEFINIÇÃO

A osteonecrose do quadril ocorre devido a falta de vascularização de uma determinada área da cabeça femoral, acarretando em necrose             ( morte ) das células desvascularizadas. Estas células mortas se tornam mais frágeis, entram em colapso e geram uma deformidade da cabeça femoral. 
É uma patologia de caráter progressivo, que afeta pacientes principalmente entre a 3 - 5 década de vida, que se não tratada leva a deterioração completa da articulação do quadril.
Doença mais comum em brancos, homens e pode ser bilateral em cerca de 50% dos casos
A Osteonecrose pode ocorrer em 80 % das fraturas deslocadas do colo femoral,
O achado mais comum na osteonecrose é a diminuição ou obliteração da circulação sanguínea de uma área especifica do osso. Se a área for pequena e não adjacente a uma superfície articular, o infarto pode ser assintomático e ter pouca manifestação clinica.

CAUSAS

Vários são os fatores que podem comprometer a vascularização da cabeça femoral e assim causar a osteonecrose
1 - Fraturas desviadas do colo femoral
2 - Uso Abusivo de Álcool 
3 - Uso de corticóides
4 - Lupus e outras doenças reumatológicas
5 - outras



DIAGNÓSTICO

O diagnóstico precoce é fundamental por ser uma doença de caráter progressivo.
O primeiro diagnóstico é a dor no quadril, manifestada como uma dor na virilha. Outros achados como a dificuldade de andar e a limitação do arco de movimento da articulação também pode ser encontrada.
Exames como a radiografia do quadril e a ressonaância nuclear magnética podem confirmar o diagnóstico.

TRATAMENTO

O tratamento sempre é cirúrgico, porém varia muito de acordo com a fase da doença. Nas fases iniciais, quando não há uma deformidade grande da cabeça femoral e alteração degenerativa da articulação do quadril, esta pode ser mantida. Em casos avançados a artroplastia total do quadril ( prótese de quadril )  é a única medida terapêutica a ser usada.
A grande vantagem do tratamento precoce é a possibilidade de manutenção da articulação do quadril.
A foragem ( descompressão central ) é um tratamento cirúrgico, que pode evitar a progressão da necrose da cabeça femoral. Esta técnica consiste em reduzir a pressão dentro da cabeça femoral e assim preservar a vascularização da mesma. Muitas vezes não conseguimos alcançar   este objetivo com a foragem, porém é uma tentativa que sempre deve ser usada, caso seja possível.
Juntamente com a foragem, podemos acrescentar enxerto ósseo na área do defeito ósseo criado após a retirada do osso necrótico da cabeça femoral, para ajudar evitar o colapso e deformidade da mesma.